Sela turca
A sela turca é a depressão em forma de sela de montar na face superior do corpo do esfenoide. Sua parte central, a fossa hipofisial, aloja a hipófise, e suas bordas servem de referência na base do crânio.

Onde fica
Fica no centro da base do crânio, sobre o corpo do esfenoide, na parte mediana da fossa média. De frente para trás, reconhecem-se o tubérculo da sela, uma pequena elevação; a fossa hipofisial, o 'assento' da sela; e o dorso da sela, uma lâmina óssea vertical cujas extremidades superiores formam os processos clinoides posteriores. Os processos clinoides anteriores, pontas das asas menores do esfenoide, ficam à frente e dos lados.
Uma lâmina óssea fina separa o assoalho da fossa do seio esfenoidal, que fica abaixo. De cada lado passam o seio cavernoso e a artéria carótida interna. Por cima, estende-se uma prega de dura-máter, o diafragma da sela, com uma abertura para o infundíbulo, a haste que liga a hipófise ao hipotálamo; o quiasma óptico fica acima desse diafragma.
Para que serve
A sela turca é um nicho ósseo que protege a hipófise e mantém sua posição, logo abaixo do hipotálamo. O dorso da sela e os processos clinoides marcam o limite posterior e superior da fossa e dão fixação ao diafragma da sela e à tenda do cerebelo, duas pregas da dura-máter. O diafragma isola a hipófise do espaço subaracnóideo e deixa passar apenas o infundíbulo.
Por ficar cercada de estruturas importantes, a sela relaciona a hipófise a seus vizinhos: o seio cavernoso, com os nervos que movem os olhos, de cada lado; o quiasma óptico, acima; e o seio esfenoidal, abaixo, que serve de via de acesso a partir do nariz. A forma e o tamanho da fossa variam de pessoa para pessoa e podem acompanhar o volume da glândula.
Na prática clínica
- O crescimento da hipófise por adenomas pode alargar e remodelar a sela, o que se via como balonamento da fossa na radiografia de perfil do crânio. Hoje, a investigação é feita sobretudo por ressonância magnética, que mostra a glândula e sua relação com o quiasma óptico.
- A sela vazia é um achado de imagem em que o líquido cerebrospinal ocupa parte da fossa e a glândula aparece achatada contra o assoalho; é um achado relativamente frequente, em geral ocasional, e a função hormonal é avaliada à parte.
- Variações como a ponte óssea entre os processos clinoides, chamada sela em ponte, são achados de imagem em geral sem sintomas, mas relevantes no planejamento de cirurgias da região.
Estruturas relacionadas
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