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Articulação metacarpofalângica

A articulação metacarpofalângica une a cabeça de um metacarpal à base da falange proximal, no 'nó' dos dedos. É condilar, com flexão, extensão e abertura em leque, e é central para a pegada.

Ilustração anatômica: Articulação metacarpofalângica (Metacarpophalangeal Joint)
Articulação metacarpofalângica. Rótulos em inglês. Imagem: Bruce Blaus, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Ficam na base dos dedos, no ponto em que a palma se continua com eles, e são as saliências dos 'nós' vistas quando se fecha a mão. Cada uma une a cabeça arredondada de um metacarpal à base côncava e rasa da falange proximal. A cabeça não é uma esfera regular: é mais larga na face da palma, e por isso os ligamentos colaterais ficam esticados com o dedo dobrado e mais frouxos com ele esticado.

Por baixo, uma placa palmar de fibrocartilagem faz parte da superfície articular, e o ligamento metacarpal transverso profundo liga as placas dos quatro dedos, de II a V, mantendo as cabeças dos metacarpais próximas. No dorso, o capuz extensor, preso por fibras sagitais, mantém o tendão centralizado sobre a cabeça do metacarpal. O polegar tem uma articulação semelhante, mais próxima de uma dobradiça, com dois sesamoides na face palmar.

Para que serve

Em cada dedo, a metacarpofalângica é a articulação que comanda a abertura da mão. Permite dobrar e esticar e, com o dedo esticado, afastá-lo e aproximá-lo dos vizinhos, como em um leque; com o dedo dobrado, esse movimento lateral quase desaparece, pois os colaterais ficam tensos. O recurso trava a articulação na pegada e dá firmeza ao segurar um objeto.

O movimento nasce de músculos de fora e de dentro da mão: os flexores e extensores longos, que vêm do antebraço, e os lumbricais e interósseos, que dobram a metacarpofalângica e esticam as interfalângicas, o que mantém o dedo reto ao tocar uma tecla ou pegar uma moeda. A placa palmar e as polias dos flexores, na face palmar, guiam os tendões nessa curva.

Na prática clínica

  • Na artrite reumatoide de longa data, a inflamação das metacarpofalângicas pode causar subluxação e o desvio dos dedos para o lado da ulna; o exame mostra inchaço nos nós, e a radiografia e a ultrassonografia avaliam a erosão e a sinovite.
  • A hemocromatose, doença de acúmulo de ferro, causa uma artropatia que atinge de modo característico a segunda e a terceira metacarpofalângicas, com osteófitos em forma de gancho na radiografia.
  • Feridas sobre o nó do dedo, como as que ocorrem quando um soco atinge os dentes de alguém, podem contaminar a articulação, e por isso são avaliadas com atenção, com exames de imagem para ver se a cápsula foi atravessada.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.