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Núcleo pulposo

O núcleo pulposo é a região central e gelatinosa do disco intervertebral, rica em água e proteoglicanos. Funciona como um coxim que distribui a pressão pelas fibras do anel e pelas placas das vértebras.

Ilustração anatômica: Núcleo pulposo (Nucleus Pulposus)
Núcleo pulposo. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O núcleo pulposo ocupa o centro do disco intervertebral, cercado pelo anel fibroso e limitado acima e abaixo pelas placas cartilagíneas que cobrem os corpos das vértebras. Nos discos lombares, costuma ficar um pouco deslocado para trás em relação ao ponto central. Sua origem está na notocorda, estrutura do embrião que antecede a coluna.

O tecido é um gel formado por uma rede frouxa de fibras de colágeno e de elastina, mergulhada em uma matriz de proteoglicanos, moléculas que retêm água. No jovem, a maior parte do núcleo é água e o limite com o anel é bem nítido; com os anos, o conteúdo de água diminui, o tecido fica mais fibroso e a separação entre as duas partes se torna menos clara.

Para que serve

Como é rico em água e os líquidos praticamente não se comprimem, o núcleo se comporta como um fluido contido em um recipiente: sob carga, converte a força vertical em tensão distribuída nas fibras do anel e nas placas vertebrais. Assim, o impacto de saltar, correr ou carregar peso é espalhado em vez de se concentrar em um ponto do osso.

Entre vértebras vizinhas, o núcleo age também como um pivô móvel: ao inclinar o tronco, desloca-se discretamente para o lado oposto, o que permite aos corpos vertebrais se inclinarem um sobre o outro. A água é expulsa do núcleo durante o dia, sob a carga do corpo, e reabsorvida no repouso; por isso a estatura varia ligeiramente ao longo das horas.

Na prática clínica

  • Na hérnia de disco, parte do núcleo escapa por uma fenda do anel e pode alcançar o canal vertebral ou os forames; se tocar uma raiz nervosa, pode se associar a dor irradiada para o membro, como na ciática.
  • A perda de água do núcleo é um dos primeiros sinais de degeneração do disco e aparece na ressonância magnética como menor brilho do centro do disco nas imagens em T2. É frequente com o envelhecimento e nem sempre se relaciona com dor.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.