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Calo ósseo

O calo ósseo é o tecido novo que se forma ao redor de uma fratura e a une, em etapas, até que o osso volte a ser contínuo. Começa mole e cartilagíneo, depois é substituído por osso e, com o tempo, remodelado.

Ilustração anatômica: Calo ósseo (Bony Callus)
Calo ósseo. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O calo é uma estrutura temporária: não existe no osso normal e se forma após uma fratura, em torno dela. Aparece primeiro como um manguito de tecido em volta das extremidades dos fragmentos, o calo externo, e como um tecido entre os fragmentos e dentro do canal da medula, o calo interno. As células que o formam vêm do periósteo, do endósteo, da medula e dos tecidos moles vizinhos, e vasos novos crescem pelo local lesionado.

Na radiografia, aparece como uma nuvem de tecido mais denso em volta da linha de fratura nas primeiras semanas e, depois, se torna mais compacto e une os fragmentos. Quando o osso é fixado de forma rígida, com os fragmentos bem encostados, o calo pode ser pequeno ou quase invisível, e o osso consolida por uma via direta, a consolidação primária. O tamanho do calo varia com o local da fratura, com a mobilidade entre os fragmentos e com a idade.

Para que serve

O calo faz a ponte entre os fragmentos e devolve ao osso a continuidade e a resistência. A reparação ocorre em fases que se sobrepõem. Primeiro, o sangue forma um hematoma e há inflamação, que traz células reparadoras. Em seguida, forma-se o calo mole, de tecido fibroso e cartilagem, que estabiliza o foco da fratura de modo provisório.

O calo mole é então substituído por osso imaturo, de fibras desorganizadas, o calo duro; depois, esse osso é remodelado em osso lamelar, mais organizado, ao longo de meses, às vezes anos, com reabsorção do excesso e restauração do canal medular e do contorno. Algum grau de movimento entre os fragmentos favorece a formação do calo, ao passo que movimento excessivo, má irrigação ou infecção atrapalham a consolidação.

Na prática clínica

  • A consolidação é acompanhada por radiografias seriadas, nas quais se procura o calo unindo os fragmentos e a continuidade das corticais; a tomografia é usada quando a radiografia é duvidosa, e o tempo necessário varia com o osso, a idade e a gravidade da fratura.
  • Quando o calo não se forma ou não une os fragmentos, fala-se em retardo de consolidação ou pseudoartrose; fumo, diabetes, infecção, má irrigação e instabilidade do foco estão entre os fatores associados.
  • O calo ósseo não é o mesmo que o calo da pele, espessamento da epiderme por atrito. Em costelas e em ossos superficiais, o calo ósseo pode ser sentido como um caroço duro, que costuma diminuir com o tempo, pela remodelação.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.