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Líquido sinovial

O líquido sinovial é o fluido claro, viscoso e amarelo-pálido que ocupa o espaço fechado das articulações sinoviais, das bolsas e das bainhas de tendões. Lubrifica as superfícies em movimento e nutre a cartilagem.

Ilustração anatômica: Líquido sinovial (Synovial Fluid)
Líquido sinovial. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Encontra-se dentro das articulações sinoviais, em uma camada muito fina entre as superfícies cartilagíneas e em recessos da cavidade. Também preenche bolsas sinoviais e bainhas de tendões. Em uma articulação normal, a quantidade é pequena: no joelho, a maior do corpo, são apenas alguns mililitros, o bastante para formar uma película sobre a cartilagem.

É produzido pela membrana sinovial. Resulta da filtração do plasma do sangue, à qual se acrescentam moléculas sintetizadas na própria membrana, e tem aspecto semelhante ao da clara de ovo crua, viscoso e transparente. Em condições normais, contém poucas células e é reposto continuamente, enquanto o excesso é absorvido de volta pela membrana.

Para que serve

O líquido sinovial reduz o atrito entre as superfícies da articulação. Isso depende de duas moléculas principais: o ácido hialurônico, que dá viscosidade, e a lubricina, uma proteína que reveste a cartilagem e permite o deslizamento mesmo sob carga alta. A viscosidade diminui quando o movimento é rápido e aumenta quando é lento, de modo que o líquido flui com facilidade e, ao mesmo tempo, amortece o impacto de um passo.

Também é o meio de abastecimento da cartilagem articular, que não tem vasos: nutrientes e oxigênio passam do sangue para o líquido e daí para os condrócitos por difusão, ajudados pela compressão e descompressão da cartilagem durante o movimento. O líquido leva ainda restos celulares até a membrana, que os remove, e normalmente não coagula, porque tem pouquíssimo fibrinogênio.

Na prática clínica

  • A artrocentese, punção que retira líquido da articulação, permite analisar o aspecto (cor, turvação e viscosidade), a contagem de células, a presença de cristais e a cultura para microrganismos; é a base para distinguir causas de derrame, como artrose, artrite inflamatória, infecção e trauma.
  • Cristais de urato monossódico, vistos à microscopia com luz polarizada, caracterizam a gota, e os de pirofosfato de cálcio, a pseudogota. Um líquido muito turvo e rico em leucócitos levanta a suspeita de artrite séptica, considerada uma urgência médica.
  • A presença de sangue no líquido, a hemartrose, aparece após fraturas articulares e lesões ligamentares, como a do ligamento cruzado anterior, e em distúrbios da coagulação, como a hemofilia; o inchaço rápido da articulação após um trauma costuma sugerir esse quadro.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.