Processo mastoide
O processo mastoide é a saliência óssea do temporal atrás da orelha, onde se prendem músculos do pescoço. Por dentro, é cheio de pequenas cavidades de ar, as células mastóideas, ligadas à orelha média.

Onde fica
Fica logo atrás e abaixo do meato acústico externo, na parte mastóidea do osso temporal, e pode ser sentido como uma proeminência dura atrás da orelha. Ao nascimento ainda não está formado: desenvolve-se nos primeiros anos de vida, à medida que o osso se pneumatiza e os músculos do pescoço passam a tracioná-lo. O tamanho e o grau de aeração variam de pessoa para pessoa.
Por dentro, é uma esponja de cavidades aeradas, as células mastóideas, que se abrem em uma câmara maior, o antro mastóideo, ligado à cavidade timpânica da orelha média. Na face interna, um sulco largo acomoda o seio sigmoide; no lado interno da ponta, a incisura mastóidea dá origem ao ventre posterior do músculo digástrico. O forame estilomastóideo fica logo à frente.
Para que serve
O processo mastoide é ponto de fixação e alavanca para músculos do pescoço. Em sua face lateral prende-se o esternocleidomastoideo, que gira e inclina a cabeça; também ali se inserem o esplênio da cabeça e o longuíssimo da cabeça, que a estendem e a inclinam para o lado. O ventre posterior do digástrico se origina na incisura e ajuda a abrir a boca e a elevar o osso hioide.
As células mastóideas formam um reservatório de ar ligado à orelha média pelo antro, que pode funcionar como espaço de equilíbrio de pressão, embora o papel exato seja discutido.
Na prática clínica
- A mastoidite é a infecção das células mastóideas, em geral complicação de uma otite média; causa dor, vermelhidão e inchaço atrás da orelha, e a tomografia mostra a perda do aspecto aerado das células e eventuais complicações.
- O sinal de Battle, uma equimose sobre o processo mastoide que surge horas ou dias depois do trauma, é descrito em fraturas da base do crânio e leva à investigação por tomografia.
- A mastoidectomia, que abre as células mastóideas, é um acesso usado em cirurgias da orelha, como as do colesteatoma e do implante coclear, e a posição do seio sigmoide e do nervo facial é estudada antes na tomografia.
Estruturas relacionadas
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