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Articulações do carpo

As articulações do carpo são as junções entre os ossos do punho: as intercarpais, dentro de cada fileira, a mediocarpal, entre as duas fileiras, e a pisopiramidal. Somadas à radiocarpal, dão ao punho a sua mobilidade.

Ilustração anatômica: Articulações do carpo (Carpal Joints)
Articulações do carpo. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Ficam no punho, entre os oito ossos do carpo. Os ossos de cada fileira se unem por articulações planas e estreitas, as intercarpais, mantidas por ligamentos interósseos curtos, como o escafossemilunar e o semilunopiramidal, na fileira proximal. A mediocarpal é a linha sinuosa entre as duas fileiras: de um lado, o escafoide, o semilunar e o piramidal; do outro, o trapézio, o trapezoide, o capitato e o hamato. A cabeça do capitato encaixa-se em uma concavidade formada pelo escafoide e pelo semilunar.

A pisopiramidal é uma articulação à parte, de cavidade própria, entre o pisiforme e a face palmar do piramidal. A cavidade da mediocarpal se estende entre os ossos da fileira distal. Ligamentos dorsais e palmares mais longos, entre eles o carpal radiado, no lado da palma, cruzam as articulações e estabilizam o conjunto.

Para que serve

As articulações do carpo distribuem entre muitas superfícies pequenas o movimento e a carga que passam pelo punho. A flexão e a extensão acontecem em dois níveis: parte do movimento ocorre na radiocarpal e parte na mediocarpal, e o desvio da mão para o lado do polegar ou do dedo mínimo também se divide entre elas. O escafoide faz a ponte entre as duas fileiras e tem papel central no acoplamento do movimento.

Como os ossos da fileira proximal quase não recebem inserção de tendões, seu movimento é conduzido pelos ossos vizinhos e guiado pelas formas das superfícies e pelos ligamentos: pequenos deslizamentos e rotações de cada osso se somam em um movimento suave do punho. Esse arranjo também reparte as forças da mão, que chegam ao rádio sobretudo pelo escafoide e pelo semilunar.

Na prática clínica

  • A instabilidade escafossemilunar, por lesão do ligamento entre esses dois ossos, costuma resultar de queda sobre a mão aberta e se manifesta por dor, estalos e perda de força; se não é reconhecida, pode evoluir para artrose, no padrão chamado de colapso avançado escafossemilunar.
  • Nas radiografias do punho, três linhas curvas contínuas, os arcos de Gilula, acompanham as bordas articulares das fileiras do carpo; a interrupção de um arco sugere lesão de ligamento, fratura ou luxação e orienta exames complementares.
  • A luxação perissemilunar, em que o carpo se desloca em torno do semilunar, é pouco comum, ocorre em traumas de alta energia, como quedas de altura e acidentes, e frequentemente se associa a fraturas dos ossos do carpo, em especial do escafoide.

Estruturas relacionadas

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