Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Processo odontoide

O processo odontoide, ou dente do áxis, é a projeção óssea em forma de pino que sobe do corpo da segunda vértebra cervical. Encaixa-se no anel do atlas e serve de pivô para a rotação da cabeça.

Ilustração anatômica: Processo odontoide (Odontoid Process)
Processo odontoide. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O dente sobe do corpo do áxis e tem uma base, um colo estreito, um corpo e um ápice arredondado. Na face anterior, uma pequena faceta se articula com o arco anterior do atlas; na posterior, um sulco liso se relaciona com o ligamento transverso do atlas, que passa atrás dele. Do ápice partem o ligamento apical, que segue para a borda anterior do forame magno, e, para os lados, os ligamentos alares, que se dirigem aos côndilos do occipital.

Na vida embrionária, o dente tem origem diferente da do restante do áxis: corresponde ao corpo do que seria o atlas, que se funde ao áxis. Em crianças, uma faixa de cartilagem, a sincondrose dentocentral, o separa do corpo e se fecha ao longo da infância; sua cicatriz pode permanecer como uma linha tênue nas imagens.

Para que serve

O dente é o eixo vertical em torno do qual a cabeça gira. O atlas, com o crânio, roda ao redor dele, e o arco anterior do atlas desliza sobre sua face anterior. Como o dente é mantido contra o arco anterior pelo ligamento transverso, as vértebras giram sem que ele avance contra a medula espinal, que ocupa a parte posterior do anel.

Os ligamentos alares, presos ao dente, ligam o áxis ao crânio e limitam a rotação excessiva e a inclinação lateral da cabeça; o ligamento apical é um cordão fino, de pouca ação estabilizadora. Assim, uma peça óssea pequena concentra a estabilidade da junção entre o crânio e a coluna: se o dente ou seus ligamentos se rompem, o atlas e o crânio podem deslizar para a frente e comprimir a medula.

Na prática clínica

  • A fratura do odontoide é descrita em tipos, conforme o nível do traço: na ponta, na base do dente (junto ao corpo) ou com extensão para dentro do corpo do áxis. O nível influencia a estabilidade e a probabilidade de consolidação, e a classificação é feita pela tomografia.
  • O os odontoideum é uma variação ou sequela em que o dente aparece como um ossículo separado do corpo do áxis; em geral é um achado de imagem e pode se associar a instabilidade atlantoaxial, avaliada por radiografias em flexão e extensão e por ressonância.
  • Em idosos, o dente pode fraturar após quedas simples, com pouca dor e poucos sinais, o que torna a imagem importante na avaliação do trauma cervical. A erosão do dente por tecido inflamatório, como na artrite reumatoide de longa duração, também é descrita nos exames.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.