Articulações esternocostais
As articulações esternocostais são as junções entre as cartilagens costais das sete primeiras costelas e o esterno. A primeira é uma união cartilagínea rígida; da segunda à sétima, são pequenas articulações sinoviais.

Onde fica
Ficam na borda lateral do esterno, de cada lado, em uma fileira vertical. A cartilagem costal da primeira costela se prende direto ao manúbrio, sem cavidade articular: é uma sincondrose, quase imóvel e escondida atrás da clavícula. Da segunda à sétima cartilagem, a união com o esterno é feita por articulações sinoviais planas, com cápsula fina, pequena cavidade e ligamentos que se irradiam pelas faces anterior e posterior do esterno, os esternocostais radiados.
A segunda articula-se no ângulo do esterno, junção entre manúbrio e corpo, e por isso tem dois compartimentos, divididos por um pequeno ligamento interno. As cartilagens da oitava à décima costelas não alcançam o esterno e se ligam à cartilagem de cima, por articulações intercondrais; as costelas flutuantes, a 11 e a 12, ficam livres.
Para que serve
Essas articulações ligam a parede torácica anterior ao esterno e a mantêm elástica. Pequenos deslizamentos nas junções sinoviais, somados à torção das cartilagens costais, permitem que as costelas subam e desçam na respiração sem perder a ligação com o esterno. Na inspiração, as extremidades anteriores das costelas elevam o esterno e o afastam da coluna e, na expiração, voltam à posição de repouso, em parte pela elasticidade das cartilagens.
A união rígida da primeira costela com o manúbrio forma uma base fixa no alto, em relação à qual as demais se movem. Com as junções costocondrais, entre costela e cartilagem, e com as intercondrais, as esternocostais formam uma ponte flexível entre o osso e a parede, o que ajuda o tórax a absorver os impactos.
Na prática clínica
- A costocondrite e a síndrome de Tietze são causas de dor na parede do tórax, perto do esterno, que piora com a respiração profunda ou com a palpação; na de Tietze há inchaço doloroso, em geral na segunda ou na terceira junção, e o diagnóstico é clínico, depois de excluídas causas cardíacas e pulmonares.
- Doenças reumáticas inflamatórias, como as espondiloartrites, podem acometer as articulações esternocostais e causar dor torácica que piora ao respirar; em exames de imagem, a ressonância pode mostrar edema local.
- Nas fraturas do esterno e nas manobras de reanimação cardiopulmonar, as junções entre cartilagem e esterno podem se separar ou se romper, e esse tipo de lesão é avaliado por tomografia, que também examina o coração e os pulmões.
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