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Doctor System Atlas

Articulação atlantoccipital

A articulação atlantoccipital liga o crânio ao atlas por duas articulações sinoviais, uma de cada lado, entre os côndilos do occipital e as massas laterais de C1. É a articulação do movimento de assentir, o 'sim'.

  • Inglês: Atlanto-Occipital Joint
  • Também chamado de: articulação atlanto-occipital
  • Sistema esquelético
Ilustração anatômica: Articulação atlantoccipital (Atlanto-Occipital Joint)
Articulação atlantoccipital. Rótulos em inglês. Imagem: Dr. Johannes Sobotta, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Fica na junção entre o crânio e o pescoço, de cada lado do forame magno. As faces articulares são os côndilos do occipital, convexos e alongados de trás para a frente, e as faces articulares superiores do atlas, côncavas, que os recebem como um par de taças rasas. Cada articulação tem a própria cápsula e a própria cavidade sinovial, e as duas funcionam em conjunto.

Duas membranas completam a ligação: a atlantoccipital anterior, prolongamento do ligamento longitudinal anterior entre a borda do forame magno e o arco anterior do atlas; e a posterior, mais larga e fina, entre a borda posterior do forame e o arco posterior, semelhante ao ligamento amarelo e atravessada pela artéria vertebral e pelo primeiro nervo cervical. Os ligamentos alares e a membrana tectória reforçam a junção por dentro.

Para que serve

A articulação atlantoccipital é o ponto de balanço da cabeça: permite a flexão e a extensão, ou seja, o gesto de assentir ou de aproximar o queixo do peito, e uma pequena inclinação lateral. A rotação, ao contrário, é muito limitada nesse nível e cabe sobretudo à articulação atlantoaxial, logo abaixo.

O encaixe ósseo é raso, e por isso a estabilidade depende mais de ligamentos e músculos do que da forma dos ossos: a cápsula, as membranas, os ligamentos alares e a membrana tectória mantêm o crânio sobre a coluna, enquanto os músculos suboccipitais, pequenos e ricos em receptores de posição, ajustam a posição fina da cabeça.

Na prática clínica

  • A dissociação atlantoccipital, em que o crânio perde a conexão com a coluna por ruptura dos ligamentos, é uma lesão rara e grave, de traumas de alta energia, descrita com mais frequência em crianças, cujas faces articulares são mais rasas; a tomografia e a ressonância avaliam o intervalo entre o básio e o dente do áxis e os ligamentos.
  • A assimilação do atlas, ou occipitalização, é uma variação em que o atlas se funde ao occipital, total ou parcialmente; pode ser um achado ocasional ou se associar a outras alterações da junção craniocervical, como a invaginação basilar e a malformação de Chiari.
  • A dor e a rigidez na base do crânio podem ter origem em músculos suboccipitais, na própria articulação ou em nervos da região; a cefaleia cervicogênica é o termo usado para a dor de cabeça atribuída a estruturas do pescoço, em geral após a exclusão de outras causas.

Estruturas relacionadas

Nesta região

ArticulaçõesEstrutura maior
Bursa sinovialSistema esquelético
Articulação do cotoveloSistema esquelético
Articulações do péSistema esquelético
Articulações da mãoSistema esquelético
Cápsula articularSistema esquelético
Sínfise púbicaSistema esquelético

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.