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Periósteo

O periósteo é a membrana de tecido conjuntivo que reveste a superfície externa dos ossos, exceto onde há cartilagem articular. É rico em vasos e nervos e participa do crescimento em espessura e da consolidação das fraturas.

Ilustração anatômica: Periósteo (Periosteum)
Periósteo. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Cobre a face externa dos ossos como uma luva, desde a diáfise até as bordas das extremidades, onde termina. Não existe sobre a cartilagem das articulações e falta em parte das inserções de tendões e ligamentos, onde as fibras desses tecidos penetram diretamente no osso. Em algumas regiões, como a frente da tíbia, fica logo sob a pele.

Tem duas camadas. A externa é fibrosa, de colágeno denso, com vasos e nervos. A interna, mais celular, é a camada osteogênica, de células-tronco, osteoblastos e vasos finos, bem visível na criança e mais tênue no adulto. Fibras de colágeno, as fibras perfurantes (de Sharpey), partem do periósteo e se fixam na matriz da superfície do osso, prendendo a membrana. A fixação é mais firme nos adultos; nas crianças, o periósteo é mais espesso e solto e pode se descolar do osso com mais facilidade.

Para que serve

O periósteo nutre, protege e faz crescer o osso. Os vasos que entram por ele irrigam o terço externo da cortical e se ligam à rede interna do osso, e os osteoblastos da camada interna depositam osso novo na superfície, o que aumenta a espessura do osso durante o crescimento e o reforça quando a carga aumenta. Nas fraturas, essa camada é uma das fontes de células e de vasos para o calo.

É também a interface com outros tecidos: serve de ancoragem para músculos, tendões e ligamentos, que se fundem a ele. O periósteo tem muitas terminações nervosas sensitivas e é a parte do osso mais sensível à dor, ao estiramento e ao descolamento, o que explica a dor intensa de uma pancada na canela ou de uma fratura.

Na prática clínica

  • A reação periosteal, em que o periósteo forma osso novo em camadas ou em espículas, aparece nas radiografias de infecções, tumores, traumas e doenças inflamatórias; padrões como a casca de cebola e o triângulo de Codman ajudam a estimar se a lesão é de evolução lenta ou rápida e orientam exames complementares.
  • O estresse repetido na tíbia, com dor ao longo da borda interna da perna em corredores, é conhecido como síndrome do estresse tibial medial, antes chamada de periostite e, popularmente, de canelite; as fraturas por estresse entram no diagnóstico diferencial.
  • Em crianças, o periósteo espesso e resistente tende a permanecer parcialmente íntegro nas fraturas, como na fratura em galho verde, o que ajuda a manter os fragmentos alinhados; a osteomielite pode formar uma coleção de pus sob o periósteo, o abscesso subperiosteal.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Ossos do membro inferiorSistema esquelético
Ossos do membro superiorSistema esquelético
DiáfiseSistema esquelético
EpífiseSistema esquelético
Osso hioideSistema esquelético
Caixa torácicaSistema esquelético
Ossos sesamoidesSistema esquelético

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.