Espaço parafaríngeo
O espaço parafaríngeo é um compartimento profundo, em forma de cone invertido, ao lado da faringe, que vai da base do crânio ao osso hioide. Contém gordura e estruturas vasculonervosas importantes do pescoço.
Onde fica
O espaço parafaríngeo fica de cada lado da faringe, num cone cuja base está na base do crânio, junto ao osso temporal e ao esfenoide, e cujo ápice chega ao osso hioide. É limitado por dentro pela parede lateral da faringe e, por fora, pela parte profunda da glândula parótida, pelo músculo pterigóideo medial e pela mandíbula. Por trás, o limita a fáscia pré-vertebral.
Um septo de fáscia, ligado ao processo estiloide e a seus músculos, divide-o em duas partes. A parte anterior, pré-estiloide, é preenchida principalmente por gordura. A parte posterior, pós-estiloide, contém a bainha carotídea, com a artéria carótida interna, a veia jugular interna, o nervo vago e outros nervos cranianos que ali passam.
Para que serve
Mais do que uma estrutura com função própria, o espaço parafaríngeo é uma passagem e um espaço de deslizamento. A gordura que o preenche permite que a faringe se mova durante a deglutição, sem arrastar os vasos e nervos vizinhos, e dá ao conjunto a flexibilidade necessária para os movimentos da cabeça e da mandíbula. Ele se comunica com outros espaços profundos do pescoço, como os espaços retrofaríngeo, submandibular e mastigatório, e serve de via anatômica entre a base do crânio e o mediastino.
Na parte pós-estiloide, ele conduz as grandes estruturas que ligam o crânio ao pescoço e ao tórax.
Na prática clínica
- Infecções da região da garganta, dos dentes molares inferiores ou da tonsila palatina podem se propagar para o espaço parafaríngeo, com dor, inchaço lateral do pescoço e dificuldade para abrir a boca; a tomografia ajuda a delimitar o foco.
- Tumores dessa região, geralmente originados na glândula parótida, em glândulas salivares menores ou em nervos, são raros e costumam ser descobertos por abaulamento da parede lateral da faringe.
- A anatomia do espaço, delimitada por fáscias, ajuda a explicar a direção em que coleções e tumores crescem e as estruturas que podem comprimir.
Estruturas relacionadas
Nesta região




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