Forame magno
O forame magno é a grande abertura na base do crânio, no osso occipital, que liga a cavidade do crânio ao canal vertebral. Por ele passam a junção entre o bulbo e a medula espinal e as artérias vertebrais.

Onde fica
Fica na parte inferior e posterior da base do crânio, no osso occipital, voltado para baixo e um pouco para a frente. Sua forma é oval, mais larga atrás que na frente, e a abertura é limitada pela parte basilar do occipital, na frente, pelas partes laterais, de cada lado, e pela parte escamosa, atrás.
Dos dois lados da borda ficam os côndilos occipitais, superfícies convexas que se articulam com a primeira vértebra cervical, o atlas, formando as articulações atlantoccipitais. Na borda anterior, encontra-se o ponto chamado básio, e na posterior, o ópistio, ambos usados como pontos de referência em medidas do crânio.
Para que serve
O forame magno é a passagem entre o crânio e a coluna vertebral. Por ele o bulbo se continua com a medula espinal, e a ele chegam as meninges, que seguem de um espaço ao outro. Também passam as raízes espinais dos nervos acessórios, que sobem do canal vertebral até o crânio.
As duas artérias vertebrais atravessam o forame, em sentido ascendente, para formar a artéria basilar, e ligamentos que unem o occipital às duas primeiras vértebras fixam-se em sua borda. A posição do forame, mais para a frente nos humanos que em outros primatas, está relacionada à postura ereta.
Na prática clínica
- Na malformação de Chiari, parte do cerebelo, as tonsilas cerebelares, desce pelo forame magno, e a condição é investigada por ressonância magnética.
- Em situações de aumento importante da pressão dentro do crânio, partes do encéfalo podem se deslocar em direção ao forame magno, quadro chamado herniação, que é uma emergência neurológica.
- Tumores e malformações da junção entre o crânio e a coluna cervical, como a invaginação basilar, são avaliados por tomografia e ressonância.
Estruturas relacionadas
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