Célula satélite do músculo esquelético
A célula satélite é a célula-tronco do músculo esquelético adulto, que fica encostada à fibra muscular, sob a lâmina basal. Em geral quiescente, é ativada por lesão ou exercício e dá origem a novos mioblastos.

Onde fica
As células satélites se localizam na superfície das fibras musculares esqueléticas, entre a membrana da fibra, o sarcolema, e a lâmina basal que a envolve. Cada fibra tem poucas, e o número varia conforme o músculo e o tipo de fibra, sendo maior nas de contração lenta.
Com o nome vindo da posição de satélite junto da fibra, são pequenas, de núcleo alongado e escuro, e difíceis de distinguir sem marcadores como o fator Pax7. Ao contrário dos núcleos da própria fibra, que não se dividem, mantêm a capacidade de proliferar. O número tende a diminuir com a idade.
Para que serve
Em repouso, as células satélites permanecem quietas. Diante de dano, de estímulo mecânico intenso ou de crescimento, passam a se dividir; algumas se transformam em mioblastos, que se fundem às fibras existentes ou entre si para formar novas, e outras voltam ao estado quiescente, repondo o estoque.
Assim, contribuem para o reparo do músculo e para a adição de núcleos durante o crescimento e o treino, que mantêm o volume da fibra. A reserva depende do nicho, que inclui a lâmina basal, os vasos e os sinais de células vizinhas, e seu funcionamento diminui no envelhecimento.
Na prática clínica
- Nas distrofias musculares, como a de Duchenne, a degeneração repetida das fibras leva à exaustão progressiva das células satélites, o que ajuda a explicar a perda de regeneração.
- Na sarcopenia, a redução de massa muscular com a idade, estudos apontam menor número e menor resposta dessas células, entre outros fatores.
- A biologia dessas células é objeto de pesquisa sobre doenças musculares, sem terapia baseada nelas estabelecida na rotina clínica.
Estruturas relacionadas
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