Membranas extraembrionárias
As membranas extraembrionárias são estruturas formadas pelo zigoto, mas que não fazem parte do corpo do embrião. Elas o protegem, nutrem e o ligam à mãe durante a gestação; as que persistem até o fim são eliminadas no parto.

Onde fica
O grupo reúne o âmnio, o cório, o saco vitelino e o alantoide, além da placenta, que o cório forma em conjunto com tecido materno. Surgem nas primeiras semanas, a partir de camadas do blastocisto, e envolvem o embrião em desenvolvimento.
O âmnio é uma bolsa que contém líquido, o cório é a membrana mais externa, em contato com o útero, e o saco vitelino fica junto ao embrião. Nos humanos, o alantoide é muito pequeno e seus vasos se incorporam ao cordão umbilical. O âmnio e o cório são expelidos, com a placenta, depois do nascimento.
Para que serve
As membranas dão ao embrião um ambiente protegido. O âmnio forma uma bolsa de líquido que amortece choques, mantém a temperatura e permite que o feto se mova. O cório forma as vilosidades que participam da troca de gases, nutrientes e resíduos com o sangue materno, e produz o hormônio gonadotrofina coriônica.
O saco vitelino é o primeiro local de formação de células sanguíneas, antes de o fígado assumir essa tarefa, e em sua parede são identificadas as células germinativas primordiais. O alantoide contribui com vasos para o cordão umbilical.
Na prática clínica
- A avaliação das membranas e do líquido amniótico é parte do pré-natal por ultrassonografia, e a análise de células do líquido pode ser usada em exames genéticos.
- A ruptura das membranas antes do tempo é uma situação obstétrica associada a risco de infecção e de parto prematuro.
- As gestações gemelares são classificadas pelo número de córions e de âmnios, o que tem relevância no acompanhamento.
Estruturas relacionadas
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