Junção comunicante
A junção comunicante é um conjunto de canais que liga o citoplasma de duas células vizinhas. Por eles passam íons e pequenas moléculas, de modo que as células compartilham sinais elétricos e químicos.

Onde fica
As junções comunicantes se agrupam em placas na face de contato entre células, onde as membranas ficam separadas por uma fenda muito estreita, vista apenas ao microscópio eletrônico. Ocorrem em quase todos os tecidos, com destaque para o músculo cardíaco, onde fazem parte dos discos intercalares.
Também são encontradas no músculo liso das vísceras, em epitélios, no fígado e em células da glia no sistema nervoso. O músculo esquelético adulto, cujas fibras funcionam de modo independente, praticamente não as possui, e as hemácias circulantes também não.
Para que serve
Cada canal é formado por duas metades, uma em cada célula, e cada metade é composta de seis subunidades de proteínas chamadas conexinas. Quando as metades se encaixam, abre-se um poro que deixa passar íons, açúcares pequenos e mensageiros intracelulares, mas não moléculas grandes. O poro pode abrir ou fechar conforme o cálcio e o pH da célula.
No coração e no útero, esses canais permitem que o sinal elétrico se espalhe rapidamente e as células se contraiam de forma coordenada. Em outros tecidos, equilibram a concentração de nutrientes e sinais entre células vizinhas.
Na prática clínica
- Mutações no gene que codifica a conexina 26 estão entre as causas genéticas mais comuns de perda auditiva hereditária, pois essa proteína participa do equilíbrio de íons na orelha interna.
- Alterações da conexina 32 estão ligadas a uma forma hereditária de neuropatia periférica.
- A redução de junções comunicantes no coração é estudada em arritmias associadas a lesões do miocárdio.
Estruturas relacionadas
Nesta região
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