Cromatina
A cromatina é o material do núcleo formado por DNA associado a proteínas, sobretudo histonas. Seu grau de compactação regula o acesso aos genes e muda ao longo do ciclo celular.

Onde fica
Preenche o núcleo das células que não estão se dividindo, onde aparece como um conjunto de áreas claras e escuras ao microscópio. Cerca de dois metros de DNA de uma célula humana ficam contidos em um núcleo de poucos micrômetros graças ao enrolamento em vários níveis.
O primeiro nível é o fio de nucleossomos, que lembra um colar de contas. Esse fio se dobra em estruturas mais espessas e se organiza em alças e domínios. Ao lado das histonas, há proteínas não histonas, como as que leem, copiam e reparam o DNA e as que modificam a própria cromatina. Na mitose, ela se condensa nos cromossomos.
Para que serve
A cromatina é um sistema de controle. Regiões abertas permitem que as proteínas da transcrição encontrem os genes, e regiões fechadas os mantêm silenciados. Marcas químicas nas histonas e no DNA, como a metilação e a acetilação, alteram essa condição sem mudar a sequência do DNA e formam parte da epigenética.
Complexos remodeladores deslocam nucleossomos para abrir ou fechar regiões do genoma. Esse arranjo explica como células com o mesmo DNA, como a do fígado e a do neurônio, usam conjuntos diferentes de genes. A cromatina também precisa ser aberta para que o DNA seja copiado ou reparado.
Na prática clínica
- Mutações em genes que modificam ou remodelam a cromatina causam síndromes do desenvolvimento e são frequentes em vários tipos de câncer.
- Na citologia e na patologia, o padrão da cromatina, como grumoso, fino ou em vidro fosco, ajuda a caracterizar a natureza de células e tumores.
- Medicamentos que alteram marcas epigenéticas são usados em algumas doenças do sangue.
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