Célula estrelada pancreática
A célula estrelada pancreática é a célula do estroma do pâncreas que, em repouso, guarda gotículas de vitamina A e, quando ativada, produz matriz. Participa da fibrose do pâncreas na inflamação crônica e em alguns tumores.

Onde fica
As células estreladas pancreáticas ficam no estroma do pâncreas, em torno dos ácinos e dos pequenos ductos, e junto a vasos sanguíneos e às ilhotas. Representam pequena parte das células da glândula. Em repouso têm aspecto alongado, com prolongamentos, e gotículas lipídicas que armazenam vitamina A.
São parentes das células estreladas hepáticas, que ocupam posição semelhante no fígado. Podem se originar de células da medula óssea ou de células locais do estroma, e a origem exata em cada situação ainda é investigada.
Para que serve
Em repouso, ajudam a manter o equilíbrio da matriz extracelular do pâncreas. Quando recebem sinais de lesão ou inflamação, como os liberados por células acinares danificadas e por células imunes, perdem as gotículas, multiplicam-se e passam a produzir colágeno, assumindo aspecto de miofibroblasto.
Esse processo ajuda no reparo, mas, se mantido por muito tempo, leva ao acúmulo de tecido fibroso e à perda de tecido funcionante. Também secretam fatores que atuam sobre ácinos, ilhotas e células imunes, e sua interação com as células tumorais é parte do estudo do estroma do câncer de pâncreas.
Na prática clínica
- A ativação prolongada dessas células é um dos mecanismos da fibrose na pancreatite crônica, em que a glândula perde parte da capacidade de produzir enzimas digestivas e insulina.
- No adenocarcinoma de pâncreas, o estroma denso, rico em células ativadas, é característico e é estudado por sua relação com a dificuldade de os medicamentos chegarem ao tumor.
- Os estudos sobre a modulação dessas células ainda são experimentais, e a pancreatite e as lesões tumorais são acompanhadas por equipe especializada.
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