Peça intermediária do espermatozoide
A peça intermediária é o segmento da cauda do espermatozoide que fica logo atrás da cabeça. Concentra as mitocôndrias que fornecem a energia para o movimento da célula.

Onde fica
A peça intermediária liga-se à cabeça por meio do colo e se estende até um anel, o ânulo, que a separa da peça principal da cauda. Tem comprimento de poucos micrômetros, bem menor que o restante da cauda, e é um pouco mais espessa.
No centro corre o axonema, o feixe de microtúbulos que sustenta o flagelo. Em volta dele há fibras densas externas, e por fora delas se enrola em espiral uma bainha de mitocôndrias, disposta em hélice. Tudo é recoberto pela membrana celular. Quase não há citoplasma nessa região, porque a maior parte foi eliminada durante a maturação.
Para que serve
Esse segmento é a usina de energia do espermatozoide. As mitocôndrias da bainha produzem ATP, que alimenta o movimento do flagelo e, portanto, a mobilidade da célula no trato genital feminino. As fibras densas dão rigidez e elasticidade ao início da cauda.
Outras vias de produção de energia, como a degradação de açúcares, também ocorrem na peça principal da cauda. Em geral, as mitocôndrias do espermatozoide não se mantêm no zigoto: na maioria dos casos, as mitocôndrias do embrião vêm do ovócito, e por isso o DNA mitocondrial é de herança materna.
Na prática clínica
- A mobilidade dos espermatozoides é um dos parâmetros do espermograma, e alterações na peça intermediária, como mitocôndrias desorganizadas, são descritas entre as causas de baixa mobilidade.
- Alguns tipos de defeitos de cauda e peça intermediária têm origem genética e são investigados em serviços especializados de reprodução humana.
- O fato de o DNA mitocondrial ser de herança materna é usado em estudos de genealogia e em orientações sobre doenças mitocondriais.
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