Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Célula-tronco pluripotente

A célula-tronco pluripotente é a célula capaz de originar todos os tipos celulares do corpo, mas não os tecidos extraembrionários, como a placenta. Inclui as embrionárias e as obtidas pela reprogramação de células adultas.

Ilustração anatômica: Célula-tronco pluripotente (Pluripotent Stem Cells)
Célula-tronco pluripotente. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Em condições naturais, a pluripotência existe de forma transitória no embrião muito jovem, na massa celular interna do blastocisto e no epiblasto, logo antes de as camadas germinativas se formarem. Depois desse período, as células perdem a propriedade e se comprometem com linhagens.

Fora do embrião, a pluripotência existe em laboratório, de duas maneiras: pelas células-tronco embrionárias, derivadas do blastocisto, e pelas células pluripotentes induzidas, as iPS, obtidas em 2006 em camundongos e em 2007 em humanos pela reprogramação de células adultas, como as da pele ou do sangue, por meio de um conjunto de fatores de transcrição.

Para que serve

A propriedade que as define é a capacidade de dar origem às três camadas germinativas, ectoderma, mesoderma e endoderma, e, portanto, a células de qualquer órgão. Em cultura, elas se multiplicam por longos períodos mantendo essa propriedade, e podem ser orientadas a se diferenciar em células específicas, como neurônios, células do coração e do pâncreas.

Isso as tornou ferramentas para estudar o desenvolvimento humano e doenças, para testar substâncias em células derivadas de pessoas com condições genéticas e para a medicina regenerativa em estudo. Diferem das multipotentes, que originam apenas as células de um tecido ou de uma família.

Na prática clínica

  • Células iPS derivadas de pacientes são usadas em pesquisa como modelo de doença, o que permite estudar em laboratório alterações genéticas de órgãos de difícil acesso.
  • Uma característica da pluripotência é o risco de formar tumores benignos chamados teratomas, quando células não diferenciadas são introduzidas em animais, e essa é uma das razões do cuidado em estudos.
  • Os usos em pessoas dependem de ensaios clínicos regulados e ainda são experimentais, e a oferta fora desses ensaios não tem comprovação de benefício.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Célula-tronco embrionáriaParte de Célula-tronco pluripotente

Nesta região

MioblastoCélulas e tecidos
Célula-tronco neuralCélulas e tecidos

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.