Espermatogônia
A espermatogônia é a célula germinativa masculina mais imatura do epitélio seminífero. Divide-se por mitose, renova a própria população e origina os espermatócitos que entram em meiose.

Onde fica
As espermatogônias ficam junto à lâmina basal dos túbulos seminíferos, na periferia do epitélio e em contato direto com a membrana, no compartimento basal, abaixo das junções entre as células de Sertoli. É a camada mais externa das células germinativas.
São células relativamente pequenas, de núcleo arredondado ou oval. Descrevem-se tipos que se distinguem pelo aspecto da cromatina, como as espermatogônias claras e as escuras, e as de tipo B, que antecedem a meiose. Ao contrário das ovogônias, permanecem no testículo ao longo de toda a vida adulta.
Para que serve
As espermatogônias sustentam a produção contínua de espermatozoides. Parte delas funciona como reserva, com características de células-tronco, e se divide para manter o próprio número. As demais sofrem divisões mitóticas sucessivas, com citocinese incompleta, e se diferenciam até formar os espermatócitos primários.
Essa renovação depende do ambiente oferecido pelas células de Sertoli e de sinais hormonais, em especial do hormônio folículo-estimulante e da testosterona. É esse mecanismo que permite que o testículo produza espermatozoides de modo quase ininterrupto depois da puberdade.
Na prática clínica
- As espermatogônias são sensíveis a radiação e a alguns tratamentos contra o câncer, e por isso a preservação da fertilidade é discutida antes dessas terapias, em serviços especializados.
- Os tumores de células germinativas do testículo derivam de células germinativas imaturas, o que faz do tema relevante para a oncologia.
- Na biópsia testicular analisada ao microscópio, a presença de espermatogônias indica que a linha germinativa está preservada, mesmo quando a maturação está bloqueada.
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