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Alantoide

O alantoide é um pequeno divertículo do saco vitelino que penetra no pedículo de conexão do embrião. Na espécie humana é rudimentar, mas participa da formação dos vasos umbilicais e deixa um remanescente na bexiga.

Ilustração anatômica: Alantoide (Allantois)
Alantoide. Rótulos em inglês. Imagem: Cullen, Thomas Stephen, 1868-1953, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O alantoide surge por volta da terceira semana do desenvolvimento, como uma pequena evaginação da parede posterior do saco vitelino, perto da cloaca, que se estende para dentro do pedículo de conexão, estrutura que liga o embrião ao cório e depois dá origem ao cordão umbilical.

Nos humanos o alantoide é pequeno e não funciona como reservatório de excretas, como acontece em répteis e aves. Seu revestimento endodérmico acompanha o pedículo por curta distância, e o que importa é o mesoderma ao seu redor, onde se formam vasos sanguíneos. Mais tarde, sua parte mais próxima do embrião fica ligada à bexiga em formação.

Para que serve

A principal contribuição do alantoide humano é vascular: os vasos que se formam em sua parede se tornam as artérias e a veia umbilicais, a conexão entre o embrião e a placenta. Isso o torna importante para o início da circulação fetoplacentária, ainda que o próprio alantoide seja minúsculo.

Com o crescimento do embrião, a parte do alantoide ligada à bexiga se estreita e forma um canal, o úraco, que vai do ápice da bexiga até o umbigo. Com o tempo, o úraco se fecha e se transforma no ligamento umbilical mediano, um cordão fibroso sem função, que se estende pela parede abdominal anterior.

Na prática clínica

  • Quando o úraco não se fecha por completo, podem restar um canal, um cisto ou uma fístula entre a bexiga e o umbigo, achados raros que são identificados por ultrassonografia e tratados em serviços especializados.
  • O ligamento umbilical mediano pode ser reconhecido em exames de imagem e em cirurgias da região infraumbilical como um marco da linha média.
  • Alterações nos vasos umbilicais, como a presença de uma única artéria, são avaliadas no ultrassom obstétrico.

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