Célula estromal
A célula estromal é a célula de sustentação do estroma, o tecido de apoio de um órgão. Produz matriz, fornece sinais e abriga as células funcionais do parênquima.
Onde fica
Chama-se estroma o tecido de suporte de órgãos como a medula óssea, o ovário, o endométrio, o timo e os linfonodos, em oposição ao parênquima, que é a parte que executa a função específica do órgão. As células estromais ocupam esse espaço de apoio, entre vasos e células funcionais.
Não formam um tipo único: o termo reúne fibroblastos, células reticulares, células perivasculares e outras de origem mesenquimal, que variam de um órgão para outro. Na medula óssea, por exemplo, formam uma rede de apoio para a produção das células do sangue, e no endométrio sustentam o epitélio das glândulas.
Para que serve
As células estromais produzem a matriz extracelular que sustenta o parênquima e liberam fatores de crescimento e moléculas de sinalização que orientam a diferenciação, a sobrevivência e a posição das células vizinhas. Funcionam como nicho para células do sangue e do sistema imunológico em órgãos linfoides e na medula óssea.
No endométrio, respondem aos hormônios do ciclo menstrual e à gravidez. Em feridas e na inflamação, o estroma é parte ativa, e não apenas cenário, pois influencia a chegada de células de defesa e o reparo do tecido.
Na prática clínica
- Nos tumores, o estroma e suas células formam o microambiente que influencia o crescimento e a resposta a tratamentos, e seu aspecto é descrito nos laudos de patologia.
- Tumores que levam o estroma no nome, como os tumores estromais gastrointestinais, relacionados às células intersticiais de Cajal, diferem dos tumores epiteliais e são distinguidos por análise de tecido.
- Alterações no estroma da medula óssea podem comprometer o ambiente de formação do sangue em algumas doenças.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões


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