Célula APUD
Célula APUD é o nome histórico dado a células endócrinas espalhadas pelo corpo que captam precursores de aminas e os descarboxilam para produzir hormônios peptídicos ou aminas. Hoje o conceito foi reunido no sistema neuroendócrino difuso.
Onde fica
Células com esse perfil estão distribuídas em vários órgãos: o epitélio do trato gastrointestinal e das vias respiratórias, as ilhotas do pâncreas, a tireoide, a hipófise, a medula da glândula suprarrenal e a pele. Em geral aparecem isoladas entre outras células ou em pequenos grupos, não em glândulas compactas.
O nome vem da sigla em inglês para captação e descarboxilação de precursores de aminas. Quem o propôs, nos anos 1960, imaginava origem comum no neuroectoderma, ideia que estudos posteriores corrigiram: muitas dessas células derivam do endoderma.
Para que serve
As células APUD produzem e liberam peptídeos e aminas, como serotonina, gastrina, somatostatina e calcitonina, que agem sobre células próximas ou, via corrente sanguínea, em locais distantes. Assim regulam a digestão, o metabolismo e o tônus de vias aéreas e vasos.
O conceito serviu para reunir células de aspecto parecido ao microscópio e de comportamento semelhante em tumores. Na literatura atual prefere-se falar em células neuroendócrinas, e a expressão APUD é considerada superada em termos de origem embrionária, mas persiste em textos de histologia e patologia.
Na prática clínica
- Tumores derivados dessas células, chamados neuroendócrinos, podem liberar hormônios em excesso e causar síndromes específicas, como a do carcinoide, que associa rubor e diarreia.
- Marcadores como a cromogranina e a sinaptofisina são usados na patologia para reconhecer a natureza neuroendócrina de uma célula ou de um tumor.
- O termo APUD aparece em textos mais antigos; hoje as classificações usam a nomenclatura neuroendócrina, e a investigação de uma suspeita depende de avaliação especializada.
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