Sarcolema
O sarcolema é a membrana plasmática das células musculares. Além de revestir a fibra, forma invaginações profundas, os túbulos T, que levam o sinal elétrico para o interior e dão início à contração.

Onde fica
O sarcolema envolve cada fibra muscular, seja do músculo esquelético, do cardíaco ou do liso, e por fora é recoberto por uma lâmina basal. Nas fibras esqueléticas e cardíacas, a membrana se invagina em tubos estreitos, os túbulos transversos, que penetram entre as miofibrilas e ficam muito próximos do retículo sarcoplasmático.
Na fibra esquelética, uma região especializada do sarcolema fica sob a terminação do nervo motor, na junção neuromuscular, onde a membrana forma pregas e concentra receptores. Na face interna, o sarcolema se prende ao citoesqueleto por proteínas como a distrofina.
Para que serve
O sarcolema conduz o potencial de ação, o sinal elétrico que percorre a fibra. Quando o sinal alcança os túbulos T, proteínas da membrana sensíveis à voltagem provocam a liberação de cálcio pelo retículo sarcoplasmático, e o aumento de cálcio dentro da célula desencadeia a contração.
A membrana também sustenta as diferenças de íons entre dentro e fora da fibra, indispensáveis para que ela seja excitável. A distrofina e outras proteínas ligam o citoesqueleto à matriz extracelular e distribuem a força da contração, o que protege a membrana de rupturas durante o esforço.
Na prática clínica
- Na distrofia muscular de Duchenne, a falta de distrofina deixa o sarcolema frágil, e a fibra libera enzimas como a creatinoquinase no sangue, que aparece elevada em exames.
- Na miastenia gravis, anticorpos atacam receptores do sarcolema na junção neuromuscular e reduzem a resposta da fibra ao sinal do nervo.
- Alterações em canais iônicos do sarcolema causam as paralisias periódicas hereditárias, com crises de fraqueza.
Estruturas relacionadas
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