Geleia de Wharton
A geleia de Wharton é o tecido conjuntivo mucoso e gelatinoso que forma a maior parte do cordão umbilical. Envolve os vasos umbilicais e os protege contra compressão e dobras.

Onde fica
Fica dentro do cordão umbilical, preenchendo o espaço entre a superfície revestida pelo âmnio e os vasos sanguíneos, que são duas artérias e uma veia umbilicais. É um tecido translúcido, de aspecto gelatinoso, que dá ao cordão uma consistência elástica e levemente esponjosa.
Do ponto de vista da histologia, é um tecido conjuntivo mucoso. Possui poucas fibras de colágeno e uma matriz abundante, rica em ácido hialurônico e proteoglicanos, que retêm muita água. As células presentes são em geral fibroblastos e miofibroblastos, esparsos e com prolongamentos. Esse tecido não tem vasos próprios nem nervos.
Para que serve
A função principal da geleia de Wharton é mecânica. Sua matriz hidratada funciona como um amortecedor, de modo que torções, dobras e pressões sobre o cordão durante a gestação e o parto não fechem com facilidade os vasos que levam sangue entre a placenta e o feto.
Os miofibroblastos podem contribuir para a resposta do cordão a mudanças de temperatura e pressão após o nascimento, o que ajuda no fechamento natural dos vasos. A matriz também permite a difusão de nutrientes e gases até as células da própria geleia, já que o tecido não é irrigado diretamente.
Na prática clínica
- A quantidade de geleia de Wharton é avaliada indiretamente no ultrassom obstétrico, e uma redução dela é descrita como achado associado a maior vulnerabilidade do cordão.
- Células isoladas da geleia de Wharton têm características de células estromais mesenquimais e são objeto de pesquisa em medicina regenerativa, sem uso rotineiro estabelecido.
- Após o parto, o cordão pode ser examinado pelo patologista, e o aspecto da geleia entra na avaliação da placenta e das membranas.
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