Fibra de estresse
A fibra de estresse é um feixe contrátil de filamentos de actina, associado à miosina, que atravessa o citoplasma de células aderidas a uma superfície e ancora a célula ao ambiente por meio das adesões focais.
Onde fica
As fibras de estresse são feixes longos e retilíneos, formados por 10 a 30 filamentos de actina, com miosina II e proteínas como a alfa-actinina. Ficam sob a membrana plasmática, em geral paralelas ao maior eixo da célula, e terminam nas adesões focais, pontos onde proteínas de membrana se ligam à matriz extracelular.
São bem visíveis em fibroblastos, células endoteliais e células musculares lisas cultivadas, e são mais evidentes em células fixas a uma superfície rígida. Em tecidos, sua organização é mais variada e discreta.
Para que serve
Por conter miosina, a fibra se contrai e gera tensão. Essa força mantém a forma da célula, resiste a esticamentos, transmite sinais mecânicos da matriz para o interior e ajuda a célula a puxar o substrato, no movimento e na remodelação do tecido.
As fibras são dinâmicas: montam-se e desmontam-se conforme a rigidez do meio e os sinais recebidos, regulados por proteínas da família Rho. Nas células endoteliais, a tensão das fibras influencia a firmeza das junções entre as células e, assim, a passagem de líquidos pela parede do vaso.
Na prática clínica
- As fibras de estresse participam da cicatrização, em que fibroblastos modificados, os miofibroblastos, usam feixes semelhantes para contrair a ferida.
- Alterações da organização da actina nas células endoteliais e tumorais são estudadas em inflamação, formação de fibrose e disseminação de câncer; o tema ainda é de pesquisa.
Estruturas relacionadas
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