Vesícula revestida por clatrina
A vesícula revestida por clatrina é uma pequena vesícula cuja face externa é coberta por uma rede de proteína clatrina em forma de cesta. Participa sobretudo da captação de materiais da superfície celular e do transporte a partir da rede trans-Golgi.

Onde fica
A vesícula revestida por clatrina forma-se em pontos da membrana plasmática, os poços revestidos, e na rede trans-Golgi e nos endossomos. A clatrina se organiza em unidades de três braços, os trisquélions, que se encaixam e formam uma gaiola de hexágonos e pentágonos em torno do pequeno botão de membrana.
O diâmetro da vesícula é de cerca de 60 a 100 nm. Entre a clatrina e a membrana há proteínas adaptadoras que escolhem a carga, e a proteína dinamina participa do destacamento da vesícula. Após a liberação, o revestimento é retirado e reciclado.
Para que serve
Na superfície da célula, essas vesículas realizam a endocitose mediada por receptor: receptores com seus ligantes, como o do colesterol transportado pelas lipoproteínas de baixa densidade e o do ferro ligado à transferrina, agrupam-se nos poços e são internalizados. A vesícula entrega o conteúdo aos endossomos, e os receptores podem voltar à superfície.
No interior da célula, as vesículas revestidas por clatrina levam enzimas lisossômicas da rede trans-Golgi para os endossomos. Nos neurônios, participam da reciclagem das vesículas sinápticas.
Na prática clínica
- Defeitos na captação de lipoproteínas de baixa densidade pelos receptores, como na hipercolesterolemia familiar, ajudaram a esclarecer a endocitose mediada por clatrina.
- Alguns vírus e toxinas usam essa via para entrar nas células, o que torna o processo relevante em estudos de infecção.
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