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Saco vitelino

O saco vitelino é uma vesícula extraembrionária ligada ao embrião nas primeiras semanas. Embora não armazene vitelo na espécie humana, participa da formação do sangue, das células germinativas e do intestino primitivo.

  • Inglês: Yolk Sac
  • Também chamado de: vesícula vitelina, vesícula umbilical
  • Células e tecidos
Ilustração anatômica: Saco vitelino (Yolk Sac)
Saco vitelino. Rótulos em inglês. Imagem: Ross, C., Boroviak, T.E., CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O saco vitelino se forma na segunda semana do desenvolvimento, a partir do hipoblasto, e aparece depois como uma pequena vesícula na cavidade coriônica, fora do embrião, ligada a ele por um pedículo. Com a dobra do embrião, parte do saco é incorporada ao corpo e forma o intestino primitivo.

A porção que fica fora do embrião é cada vez menor e, pela ultrassonografia, é visível como um pequeno anel de parede fina dentro da gestação inicial. Ao fim do primeiro trimestre, o saco vitelino encolhe e em geral se torna um resquício pequeno, junto ao cordão umbilical.

Para que serve

O saco vitelino humano tem várias funções temporárias. Na parede dele aparecem as primeiras ilhotas de células sanguíneas e vasos, e a produção de células do sangue ocorre ali antes de ser assumida pelo fígado e pela medula óssea. Também é onde se identificam as células germinativas primordiais, que depois migram para as gônadas.

Sua parte incorporada ao embrião dá o revestimento do tubo digestivo e do sistema respiratório. A conexão com o intestino, o ducto vitelino, normalmente se fecha e desaparece na gestação.

Na prática clínica

  • Na ultrassonografia do início da gestação, o saco vitelino é um dos achados observados para confirmar que a gestação é intrauterina, e seu aspecto é avaliado junto com outros parâmetros.
  • Quando uma parte do ducto vitelino persiste, pode formar o divertículo de Meckel, uma alteração do intestino delgado presente em uma pequena parcela da população.
  • A origem das células germinativas fora das gônadas ajuda a compreender por que certos tumores germinativos aparecem fora do ovário e do testículo.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.