Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Célula supressora derivada de mieloide

As células supressoras derivadas de mieloide formam um grupo de células imaturas da linhagem mieloide que surgem em situações de inflamação prolongada ou de câncer e freiam a atividade de outras células imunes, como os linfócitos T.

Ilustração anatômica: Célula supressora derivada de mieloide (Myeloid-Derived Suppressor Cells)
Célula supressora derivada de mieloide. Rótulos em inglês. Imagem: Raskov, H., Orhan, A., Gaggar, S. et al., CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

São produzidas na medula óssea, a partir de progenitores mieloides, e saem para o sangue, para o baço e para os tecidos inflamados ou tumorais. Em pessoas saudáveis são pouco numerosas, e sua quantidade cresce em condições de estímulo contínuo, como tumores, infecções crônicas e doenças inflamatórias.

São divididas, em linhas gerais, em dois grupos: um de aspecto semelhante ao dos neutrófilos, chamado polimorfonuclear, e outro mais próximo dos monócitos. Em vez de se tornarem células maduras, ficam retidas num estado imaturo e ativo. Não há um marcador único que as defina, e a identificação depende de combinações de proteínas de superfície e de testes de função.

Para que serve

Essas células liberam moléculas que enfraquecem a resposta imune adaptativa. Esgotam nutrientes de que os linfócitos T precisam, produzem espécies reativas de oxigênio e substâncias que inibem a proliferação deles, e favorecem células reguladoras. O resultado é uma resposta imune mais branda.

Em condições normais, isso pode limitar danos de uma inflamação excessiva, por exemplo na gestação. No câncer, o efeito é visto como um mecanismo de escape, porque o tumor passa a ser menos atacado. Por isso são uma das populações mais estudadas no microambiente tumoral.

Na prática clínica

  • Em vários tipos de câncer, uma quantidade maior dessas células no sangue ou no tumor foi associada a pior resposta imune, e esse achado é estudado como possível marcador, sem uso rotineiro.
  • Pesquisas investigam formas de reduzir ou reprogramar essas células para melhorar o efeito de imunoterapias, e as abordagens ainda são experimentais.
  • Também aparecem em infecções crônicas e na sepse, o que ilustra seu papel como regulador, em momentos diferentes, da resposta do organismo.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.