Eucromatina
A eucromatina é a parte da cromatina menos condensada, onde a maioria dos genes está acessível e pode ser lida. Aparece clara ao microscópio eletrônico, em contraste com a heterocromatina, escura.
Onde fica
Fica distribuída pelo interior do núcleo, em geral mais afastada da periferia, e é mais abundante nas regiões do cromossomo ricas em genes. No núcleo de células muito ativas, como neurônios e células secretoras, ocupa a maior parte do volume, e esse núcleo fica claro, às vezes descrito como vesiculoso, com nucléolo evidente.
Ao microscópio de luz, a eucromatina cora de modo tênue, e ao eletrônico mostra-se como áreas claras entre grumos densos. O DNA nela está enrolado em nucleossomos pouco compactados, separados por trechos livres, o que facilita o encontro com proteínas de leitura.
Para que serve
A eucromatina é a parte do genoma disponível para a expressão gênica. É nela que as proteínas da transcrição se ligam ao DNA e que as enzimas produzem RNA. As histonas ali costumam ter marcas químicas associadas à atividade, como a acetilação, que afrouxa a ligação com o DNA.
Células que precisam produzir muita proteína, como as da glândula salivar ou do pâncreas, têm núcleos ricos em eucromatina. A condição não é fixa, pois um trecho pode passar de eucromatina para heterocromatina quando a célula se diferencia, e vice-versa. Em geral, a eucromatina se replica no início da fase S.
Na prática clínica
- Na análise de citologia e biópsia, núcleos claros e vesiculosos indicam grande atividade de transcrição, mas o diagnóstico depende do conjunto de achados.
- Quando um gene é deslocado por uma translocação para perto da heterocromatina, pode ser silenciado, o chamado efeito de posição, demonstrado em modelos experimentais e investigado em algumas doenças genéticas.
- Mutações em proteínas que mantêm a abertura da cromatina estão ligadas a síndromes do desenvolvimento.
Estruturas relacionadas
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