Microfibrila
As microfibrilas são fibras finíssimas da matriz extracelular, feitas principalmente de fibrilina, que formam um arcabouço sobre o qual se deposita a elastina. Dão às fibras elásticas sua organização e também ancoram fatores de crescimento.
Onde fica
Estão espalhadas pelo tecido conjuntivo e são especialmente abundantes onde há elasticidade: parede das grandes artérias, pele, pulmões, ligamentos e tendões. Cada microfibrila tem diâmetro de cerca de 10 nanômetros, vista só ao microscópio eletrônico, e se organiza em feixes longos, ligados à superfície das células e à membrana basal.
No cristalino, onde não há elastina, as microfibrilas se agrupam em fibras mais espessas, as fibras da zônula, que prendem a lente ao corpo ciliar. Já na pele e nos vasos, formam o molde sobre o qual a elastina é depositada durante o desenvolvimento, dando origem à fibra elástica madura.
Para que serve
A primeira função é estrutural: servem de esqueleto para a formação das fibras elásticas, garantindo que elas se orientem na direção correta. Em alguns tecidos, as próprias microfibrilas fazem o papel de elemento elástico e resistem à tração.
A segunda é de regulação. As microfibrilas retêm moléculas sinalizadoras, em especial as da família do fator de crescimento transformador beta, e controlam quando elas ficam disponíveis para as células vizinhas. Por isso influenciam o crescimento e a manutenção do tecido, além de sua resistência mecânica.
Na prática clínica
- Variações no gene da fibrilina-1 estão na origem da síndrome de Marfan, doença hereditária do tecido conjuntivo que pode afetar coração, vasos, olhos e esqueleto.
- Outras alterações da fibrilina e de proteínas associadas causam condições ligadas a articulações rígidas ou a alterações de pele e esqueleto.
- A mudança de posição do cristalino, por fragilidade das fibras da zônula, é um dos achados oculares descritos nessas doenças.
Estruturas relacionadas
Nesta região

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.