Junção aderente
A junção aderente é uma união entre células vizinhas feita por caderinas, proteínas que se ligam entre si, e ancorada nos filamentos de actina do citoesqueleto. Forma um cinturão contínuo em torno de muitas células epiteliais.

Onde fica
Nos epitélios de revestimento, a junção aderente forma uma faixa que contorna a célula logo abaixo da junção oclusiva, por isso também é chamada de zônula de adesão. Entre as duas células há um espaço estreito, ocupado pelas porções extracelulares das caderinas.
No músculo cardíaco, uma versão dessa junção, a fáscia aderente, compõe os discos intercalares, onde se conectam as extremidades das células musculares. Em muitos outros tecidos há junções do mesmo tipo em pontos isolados, e não em cinturão.
Para que serve
A principal proteína é a caderina, que se liga a outra caderina da célula vizinha e depende de cálcio para manter a forma adequada. No citoplasma, as caderinas se associam às cateninas, que fazem a ponte com os filamentos de actina. Assim, a tensão gerada por uma célula é transmitida à vizinha.
Essa ligação mantém as células unidas durante movimentos do tecido e participa da formação de dobras e tubos no embrião. As cateninas também atuam em vias de sinalização que regulam a proliferação celular, de modo que a junção funciona como sensor do contato entre células.
Na prática clínica
- A perda da caderina E, típica dos epitélios, é descrita em alguns tumores, como certos carcinomas de mama e de estômago, e acompanha a perda de coesão entre as células tumorais.
- Mutações herdadas no gene da caderina E estão associadas a uma forma hereditária de câncer gástrico, o que leva a aconselhamento genético em famílias afetadas.
- No coração, defeitos de proteínas dos discos intercalares estão ligados a algumas cardiomiopatias hereditárias.
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