Grânulo de estresse
O grânulo de estresse é um agregado citoplasmático sem membrana que se forma quando a célula interrompe a síntese de proteínas diante de uma agressão, concentrando RNAs mensageiros e proteínas de ligação ao RNA.
Onde fica
Os grânulos de estresse não existem na célula em condições habituais: surgem no citoplasma em minutos a horas depois de um estímulo adverso, como calor, falta de oxigênio, estresse oxidativo ou infecção viral, e desaparecem quando a situação se resolve. Aparecem como pontos de tamanho variado, sem membrana, espalhados pelo citoplasma.
São formados por RNAs mensageiros cuja tradução foi interrompida, subunidades ribossômicas menores, fatores de iniciação da tradução e proteínas que se ligam ao RNA e tendem a se agregar por regiões desordenadas.
Para que serve
Sua formação acompanha a parada temporária da síntese da maior parte das proteínas, o que poupa energia e favorece a produção de proteínas de proteção. Os RNAs ficam retidos nos grânulos e podem voltar à tradução quando a célula se recupera.
Os grânulos também podem alterar a sinalização celular, por captarem moléculas reguladoras, e interagem com os corpos de processamento, com os quais trocam componentes. Na célula, são exemplo de condensado biomolecular, estrutura sem membrana que se forma por separação de fases.
Na prática clínica
- Grânulos de estresse persistentes são estudados em doenças neurodegenerativas, como a esclerose lateral amiotrófica, em que proteínas ligadas ao RNA se acumulam de modo anormal.
- Também são investigados em câncer e em infecções virais, pois algumas células tumorais e vários vírus modulam sua formação; ainda é um campo de pesquisa.
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