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Célula de Reed-Sternberg

A célula de Reed-Sternberg é uma célula grande, com dois ou mais núcleos e nucléolos evidentes, derivada de linfócito B. É o achado característico do linfoma de Hodgkin clássico, cercada por células inflamatórias.

  • Inglês: Reed-Sternberg Cells
  • Também chamado de: célula de Sternberg-Reed
  • Células e tecidos
Ilustração anatômica: Célula de Reed-Sternberg (Reed-Sternberg Cells)
Célula de Reed-Sternberg. Imagem: National Cancer Institute, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células de Reed-Sternberg são vistas ao microscópio em tecidos linfoides acometidos pelo linfoma de Hodgkin clássico, mais comumente nos linfonodos, embora possam ocorrer em outros locais. São raras e representam uma pequena fração das células do tecido, e ficam dispersas em meio a uma população numerosa de linfócitos, eosinófilos, plasmócitos e histiócitos.

O aspecto clássico é de uma célula de grande tamanho, com núcleo bilobado ou duplo, que lembra olhos de coruja, e nucléolos grandes e vermelhos. Existem variantes com um núcleo só, chamadas células de Hodgkin, e outras com aspecto lacunar. Não se encontram em tecido saudável.

Para que serve

A célula de Reed-Sternberg não tem função fisiológica: é uma célula neoplásica que deriva de um linfócito B do centro germinativo, com alterações que a impedem de seguir o programa normal. Perdeu parte dos marcadores de linfócito B e expressa outros, como CD30 e, na maioria dos casos, CD15.

A célula produz sinais que atraem e mantêm as células inflamatórias ao seu redor, e essa vizinhança de células reativas forma a maior parte do volume do tumor. A interação entre as duas populações é uma das características do linfoma de Hodgkin clássico.

Na prática clínica

  • A identificação dessas células, com o perfil de marcadores adequado, é um dos critérios para o diagnóstico anatomopatológico do linfoma de Hodgkin clássico, feito pela análise de uma biópsia.
  • Células de aspecto parecido podem aparecer em outras condições, como mononucleose, alguns outros linfomas e reações inflamatórias, o que torna necessária a análise por patologista experiente.
  • O acompanhamento do linfoma de Hodgkin e as decisões sobre ele cabem à equipe de oncologia ou hematologia.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.