Cório
O cório é a membrana mais externa que envolve o embrião e o líquido amniótico. Dele se originam as vilosidades que, com o tecido do útero, formam a placenta e permitem as trocas com o sangue materno.

Onde fica
O cório se desenvolve a partir do trofoblasto, a camada externa do blastocisto, e do mesoderma extraembrionário que o reveste. Está em contato direto com o endométrio e, assim, com o sangue da mãe. No início, vilosidades cobrem toda a sua superfície.
Com o crescimento do feto, as vilosidades do lado voltado para a cavidade uterina desaparecem e formam o cório liso. As do lado ligado à parede uterina crescem e ramificam, constituindo o cório frondoso, a parte fetal da placenta. O âmnio fica por dentro do cório e acaba se fundindo a ele.
Para que serve
O cório é responsável pela implantação e pela comunicação com a mãe. Suas células invadem o endométrio e remodelam as artérias maternas para que o fluxo de sangue ao espaço da placenta aumente. As vilosidades coriônicas, ricas em vasos fetais, aumentam muito a superfície de troca de gases, nutrientes e resíduos.
O sinciciotrofoblasto produz a gonadotrofina coriônica humana, hormônio que mantém o corpo lúteo no início da gestação e é detectado nos testes de gravidez, e outros hormônios placentários. O cório também forma uma barreira que limita a passagem de certas substâncias.
Na prática clínica
- A dosagem da gonadotrofina coriônica no sangue ou na urina é a base dos testes de gravidez e é acompanhada na investigação de gestações iniciais.
- A biópsia de vilosidade coriônica coleta uma amostra do tecido para análise genética em gestações selecionadas, realizada por profissionais habilitados.
- Alterações do cório estão na origem da doença trofoblástica gestacional, entre elas a mola hidatiforme, e a corionicidade é avaliada nas gestações de gêmeos.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões

Nesta região


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