Envoltório nuclear
O envoltório nuclear é a dupla membrana que separa o núcleo do citoplasma. É perfurado por poros por onde passam moléculas e está apoiado, por dentro, em uma malha de proteínas chamada lâmina nuclear.

Onde fica
Envolve todo o núcleo e é formado por duas membranas, a externa e a interna, separadas por um espaço estreito, o espaço perinuclear. A membrana externa é contínua com o retículo endoplasmático e, em muitas células, tem ribossomos aderidos, de modo que o espaço entre as duas membranas se comunica com o interior do retículo.
A membrana interna tem proteínas próprias e se apoia na lâmina nuclear, uma trama de filamentos que também prende a cromatina próxima à periferia. Os complexos de poro nuclear atravessam as duas membranas em pontos onde elas se fundem, e um núcleo de células ativas pode ter milhares deles.
Para que serve
O envoltório mantém o material genético em um compartimento próprio, separando a leitura do DNA, que ocorre dentro do núcleo, da síntese de proteínas, que ocorre fora. Pelos poros, RNAs e subunidades de ribossomos saem do núcleo, e proteínas necessárias à regulação dos genes entram, em um tráfego controlado por proteínas transportadoras.
A lâmina nuclear dá forma e resistência ao núcleo e participa da organização da cromatina. Na divisão celular, o envoltório se fragmenta durante a mitose e é remontado nas células-filhas, o que permite que os cromossomos se separem sem barreira.
Na prática clínica
- Mutações nos genes das laminas, que formam a lâmina nuclear, causam as laminopatias, entre elas formas de distrofia muscular, cardiomiopatia e uma síndrome rara de envelhecimento precoce, a progéria.
- Alterações no tráfego pelos poros nucleares são estudadas em algumas doenças neurodegenerativas e em tumores.
- Vírus como os da família herpes precisam atravessar ou remodelar o envoltório para se multiplicar.
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