Cicatriz hipertrófica
A cicatriz hipertrófica é uma cicatriz espessa, elevada e avermelhada que permanece dentro dos limites da ferida original. Resulta de produção excessiva de colágeno e pode melhorar com o tempo.
Onde fica
Surge na pele no local de uma lesão, geralmente nas primeiras semanas depois dela. É mais comum em áreas sujeitas a tensão ou movimento, como o tórax, os ombros, a região sobre articulações e o pescoço, e depois de queimaduras e de feridas que demoraram a cicatrizar.
A elevação respeita os contornos da lesão, o que a diferencia do queloide. Ao microscópio, o tecido tem fibras de colágeno organizadas em feixes e nódulos, com muitos vasos e células, na derme.
Para que serve
Não se trata de uma estrutura com função própria, e sim de uma resposta exagerada do reparo. Os fibroblastos e miofibroblastos mantêm a produção de matriz por mais tempo que o necessário, e a tensão mecânica sobre a ferida parece estimular esse comportamento.
A fase de crescimento dura alguns meses. Depois, o tecido tende a se estabilizar e, em muitos casos, a regredir parcialmente ao longo de um a dois anos, ficando mais plano, mais pálido e mais macio. Por conservar a forma da lesão, é considerada uma variação do processo normal de cicatrização.
Na prática clínica
- A distinção entre cicatriz hipertrófica e queloide é feita pelo exame clínico, observando se o tecido ultrapassou os limites da ferida e se regride com o tempo.
- Quando atravessa uma articulação, pode limitar o movimento por encurtamento do tecido, situação conhecida como contratura e frequente após queimaduras.
- O manejo é assunto de dermatologia e cirurgia plástica, que avaliam cada caso individualmente.
Estruturas relacionadas
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