Timócito
O timócito é um linfócito T imaturo que se desenvolve dentro do timo. Nele, passa por etapas de seleção que o tornam capaz de reconhecer antígenos estranhos sem atacar os tecidos do próprio corpo.

Onde fica
Os timócitos ocupam o timo, órgão linfoide situado no mediastino anterior, atrás do esterno. Chegam da medula óssea como precursores e se instalam no córtex, a parte externa dos lóbulos, onde são numerosos e densamente agrupados, e depois migram para a medula do órgão.
No timo, ficam em contato com células epiteliais do estroma e com células dendríticas e macrófagos. A ocupação diminui com a idade, quando o tecido linfoide é gradualmente substituído por gordura, e a produção de linfócitos T novos é menor no adulto.
Para que serve
No timo, o timócito rearranja os genes de seu receptor de antígeno e passa pelas etapas de maturação, em que expressa as moléculas CD4 e CD8. Os que reconhecem as moléculas do próprio organismo com força adequada sobrevivem, na seleção positiva, e os que reagem com muita força contra o próprio corpo são eliminados, na seleção negativa.
A maioria dos timócitos morre durante esse processo. Os sobreviventes saem como linfócitos T maduros, auxiliares CD4 ou citotóxicos CD8, e circulam no sangue e nos órgãos linfoides. A seleção é a base da tolerância imunológica a componentes do próprio corpo.
Na prática clínica
- A ausência ou o mau desenvolvimento do timo, como na síndrome de DiGeorge, reduz a produção de linfócitos T e causa imunodeficiência.
- A miastenia gravis é uma doença autoimune associada, em parte dos casos, a alterações do timo, como hiperplasia ou timoma, avaliadas por imagem do tórax.
- O timoma é um tumor originado do epitélio tímico, acompanhado de quantidade variável de linfócitos imaturos, e a leucemia linfoblástica T se origina de precursores de linfócitos T.
Estruturas relacionadas
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