Lâmina nuclear
A lâmina nuclear é uma malha de filamentos proteicos que reveste a face interna do envoltório nuclear. Dá forma e resistência ao núcleo e fixa a cromatina próxima à periferia.

Onde fica
A lâmina nuclear fica logo sob a membrana interna do envoltório nuclear, voltada para o interior do núcleo. Forma uma rede fina, de espessura muito pequena, que acompanha toda a superfície interna e é interrompida apenas nos poros nucleares.
É composta por filamentos intermediários chamados laminas, de tipos A e C e de tipo B. As laminas formam dímeros que se organizam em uma trama. Ligam-se a proteínas da membrana nuclear interna e a regiões da cromatina, sobretudo a heterocromatina periférica, o que ancora o material genético na borda do núcleo.
Para que serve
A lâmina dá resistência mecânica ao núcleo, que precisa suportar forças ao se deformar quando a célula se movimenta ou é comprimida. Também mantém o formato esférico ou oval do núcleo e a posição dos poros nucleares na superfície.
Além do papel estrutural, a lâmina participa da organização da cromatina e da regulação da expressão de genes, pois cromossomos e regiões do DNA ficam posicionados em relação à periferia. Na divisão celular, as laminas são fosforiladas, a malha se desmonta e o envoltório nuclear se fragmenta; ao final da divisão, ela se reconstitui.
Na prática clínica
- Mutações nos genes das laminas causam um grupo de condições chamadas laminopatias, que incluem algumas distrofias musculares, cardiomiopatias e a progéria, doenças raras estudadas em serviços de genética.
- Autoanticorpos contra componentes da lâmina nuclear aparecem em alguns exames de autoimunidade, que usam o padrão de fluorescência do núcleo.
- O núcleo mais frágil das células com alterações nas laminas é um dos temas de pesquisa sobre envelhecimento.
Estruturas relacionadas
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