Retículo endoplasmático rugoso
O retículo endoplasmático rugoso é a parte do retículo coberta de ribossomos em sua face voltada ao citosol. Sintetiza e dobra proteínas destinadas à secreção, à membrana e a organelas.

Onde fica
O retículo rugoso se organiza em cisternas achatadas e empilhadas, em geral próximas ao núcleo, e é contínuo com a membrana externa do envoltório nuclear. O aspecto áspero vem dos ribossomos presos à face citosólica, visíveis em microscopia eletrônica.
É muito desenvolvido em células que fabricam grandes quantidades de proteína para exportar, como as células do pâncreas que produzem enzimas digestivas, os plasmócitos que secretam anticorpos e os fibroblastos. Nessas células, ele torna o citoplasma mais corado por corantes básicos, achado antigamente chamado ergastoplasma.
Para que serve
Os ribossomos começam a traduzir os RNAs mensageiros no citosol, e uma sequência sinal na proteína nascente faz o conjunto se ancorar no retículo. A cadeia é então empurrada para dentro do lúmen, onde é dobrada com a ajuda de proteínas chaperonas e recebe cadeias de açúcar.
Proteínas mal dobradas são retidas e, se não se corrigem, enviadas à degradação. As corretas seguem em vesículas ao complexo de Golgi. A região também insere proteínas na própria membrana do retículo e na de outras organelas e da superfície celular, e produz fosfolipídios em conjunto com a porção lisa.
Na prática clínica
- O acúmulo de proteínas mal dobradas no retículo rugoso gera estresse celular, mecanismo estudado em diabetes, doenças hepáticas e neurodegenerativas.
- Ao microscópio, citoplasma intensamente basófilo por excesso de retículo rugoso é uma pista de células com forte síntese proteica, como plasmócitos.
Estruturas relacionadas
- Retículo endoplasmático
- Retículo endoplasmático liso
- Ribossomo
- Complexo de Golgi
- Envoltório nuclear
- Núcleo celular
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