Membrana plasmática
A membrana plasmática é a película que envolve toda célula e a separa do meio externo. Formada por uma bicamada de lipídios com proteínas, controla o que entra e sai e recebe sinais.

Onde fica
A membrana plasmática reveste a superfície externa da célula, e as organelas têm membranas parecidas. Tem cerca de 7 a 10 nanômetros de espessura, só visível ao microscópio eletrônico. Em muitas células, está coberta por uma camada de carboidratos, o glicocálice.
A base é uma bicamada de fosfolipídios, com colesterol entre eles, na qual as caudas ficam voltadas para dentro e as cabeças para fora. Proteínas atravessam a bicamada ou se ligam a ela, e o conjunto é descrito como mosaico fluido, porque os componentes podem se mover no plano da membrana.
Para que serve
A membrana é uma barreira seletiva. Moléculas pequenas e sem carga, como gases, passam por difusão; íons e moléculas polares precisam de canais, transportadores e bombas, como a bomba de sódio e potássio, que mantém as diferenças de concentração de íons entre os lados. Moléculas grandes entram por endocitose e saem por exocitose.
A membrana também tem receptores que reconhecem hormônios e outros sinais e desencadeiam respostas na célula. Proteínas de adesão ligam as células umas às outras e à matriz, e marcadores de superfície identificam a célula para o sistema imunológico.
Na prática clínica
- Defeitos de canais e transportadores da membrana estão na origem de doenças como a fibrose cística e algumas arritmias hereditárias.
- Muitos medicamentos atuam sobre receptores ou canais da membrana plasmática.
- O potencial elétrico da membrana é a base da atividade de neurônios e de células musculares, medida em exames como o eletrocardiograma e o eletroencefalograma.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões






Nesta região





Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.