Cauda do espermatozoide
A cauda do espermatozoide é o flagelo que o impulsiona. Dividida em peça intermediária, peça principal e peça terminal, ela fornece a energia e o movimento necessários para a célula avançar.

Onde fica
A cauda se continua com o colo da cabeça e é bem mais longa que ela, cerca de dez vezes o comprimento da cabeça. A peça intermediária é a primeira parte, espessa, envolvida por mitocôndrias dispostas em espiral. Em seguida vem a peça principal, a mais longa, revestida por uma bainha fibrosa. A peça terminal é a ponta, fina.
No centro corre o axonema, feixe de microtúbulos organizado em nove pares periféricos e um par central, rodeado por fibras densas externas.
Para que serve
A cauda é responsável pela mobilidade. O deslizamento entre os microtúbulos do axonema, movido pela proteína dineína, produz ondas que percorrem o flagelo e empurram a célula. As mitocôndrias da peça intermediária fornecem o ATP necessário, enquanto a bainha fibrosa dá rigidez e orienta o batimento.
O espermatozoide ejaculado ainda precisa passar por mudanças no trato genital feminino, a capacitação, que alteram seu padrão de movimento e o tornam mais vigoroso, o que contribui para o avanço pela tuba uterina e para a travessia das camadas que envolvem o ovócito.
Na prática clínica
- A mobilidade dos espermatozoides é um dos parâmetros do espermograma, e a redução do movimento, a astenozoospermia, é uma das alterações descritas na avaliação de infertilidade.
- Defeitos hereditários na estrutura do axonema podem causar imobilidade dos espermatozoides e, às vezes, também dos cílios do sistema respiratório, como ocorre na discinesia ciliar primária.
- As mitocôndrias da cauda, em geral, não persistem no embrião: o DNA mitocondrial é herdado da mãe.
Estruturas relacionadas
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