Junção oclusiva
A junção oclusiva é a união que veda o espaço entre células epiteliais vizinhas. Forma uma barreira que limita a passagem de água e solutos entre elas e separa a face voltada para a luz da face voltada para o tecido.

Onde fica
É a junção mais próxima da superfície livre do epitélio, formando uma faixa contínua ao redor do ápice de cada célula, logo acima das junções aderentes. Ao microscópio eletrônico, as membranas das células vizinhas se tocam em vários pontos, como uma costura.
Está presente no revestimento do intestino, dos rins, da bexiga e das glândulas, e também nas células endoteliais dos capilares do cérebro, que sustentam a barreira hematoencefálica. Sua quantidade e o tipo de proteínas variam de um órgão para outro, o que torna alguns epitélios mais vedados que outros.
Para que serve
Proteínas como as claudinas e a ocludina, ancoradas por proteínas de suporte chamadas ZO, formam filamentos que se alinham de uma célula à outra. As claudinas definem quais íons e quanta água podem atravessar o espaço entre as células, de modo que a vedação é seletiva, e não total.
A junção também impede que proteínas da membrana se espalhem da face apical para a face basolateral, mantendo a polaridade da célula. Isso permite que o epitélio faça transporte dirigido, absorvendo nutrientes de um lado e entregando-os ao sangue do outro, sem que o conteúdo da luz vaze de volta pelos espaços entre as células.
Na prática clínica
- Mutações no gene da claudina 16 causam uma doença hereditária rara dos rins, com perda de magnésio e cálcio na urina, e ilustram o papel dessa proteína no transporte entre as células.
- O aumento da permeabilidade das junções oclusivas do intestino é estudado em doenças inflamatórias intestinais e na doença celíaca, sem que isso defina por si só um diagnóstico.
- Alterações dessas junções no cérebro são investigadas em inflamações e traumatismos que afetam a barreira hematoencefálica.
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