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Doctor System Atlas

Rede trans-Golgi

A rede trans-Golgi é a face de saída do complexo de Golgi, formada por um conjunto de túbulos e cisternas onde proteínas e lipídios são selecionados e enviados a seus destinos, como membrana, lisossomos ou secreção.

Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

A rede trans-Golgi fica na face trans do complexo de Golgi, voltada para a membrana plasmática, no lado oposto à face cis, que recebe o material do retículo endoplasmático. Ao microscópio eletrônico, aparece como uma rede de túbulos e vesículas, e não como cisternas bem empilhadas.

É o último compartimento de processamento do Golgi. Nele, as proteínas já modificadas, por exemplo com açúcares e fosfatos, chegam à etapa final antes de serem distribuídas, e o ambiente interno é levemente ácido.

Para que serve

Sua função principal é a triagem. Cada carga recebe sinais específicos e é empacotada em vesículas diferentes: enzimas lisossômicas marcadas com manose-6-fosfato seguem para os endossomos e lisossomos; produtos de secreção contínua vão para a membrana; produtos de secreção regulada são armazenados em vesículas secretoras.

Em células polarizadas, como as do epitélio intestinal e dos rins, a rede também dirige a carga para a superfície apical ou basolateral, mantendo as duas faces diferentes. Também é ponto de formação de grânulos de armazenamento, como os corpos de Weibel-Palade.

Na prática clínica

  • Defeitos na marcação das enzimas lisossômicas por manose-6-fosfato causam doenças de depósito lisossômico, como a mucolipidose, pois as enzimas não chegam ao lisossomo.
  • Alterações no tráfego a partir da rede trans-Golgi são estudadas em doenças neurodegenerativas e em infecções, em que alguns patógenos desviam esse sistema.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.