Célula oxífila
A célula oxífila é uma célula grande, de citoplasma rosado e cheio de mitocôndrias, encontrada nas glândulas paratireoides. A palavra também descreve células semelhantes, os oncócitos, em outros órgãos.

Onde fica
Nas glândulas paratireoides, as células oxífilas se agrupam em ninhos ou cordões entre as células principais, a população que produz o paratormônio. Surgem em geral a partir da puberdade e se tornam mais numerosas com o envelhecimento, de modo que a glândula de um adulto mais velho contém proporção maior delas.
São maiores que as células principais, têm núcleo pequeno e escuro e o citoplasma intensamente corado pela eosina, o que dá o nome (oxífilo é quem tem afinidade por corante ácido). Esse aspecto se deve ao enorme número de mitocôndrias. Células com o mesmo perfil, chamadas oncócitos, ocorrem também na tireoide, nas glândulas salivares e nos rins.
Para que serve
A função das células oxífilas na paratireoide humana não está estabelecida. Em geral produzem pouco paratormônio, em comparação com as células principais, e por isso são tidas como células de reserva ou como células principais envelhecidas, com grande atividade mitocondrial.
Em situações de aumento da glândula, porém, algumas passam a secretar o hormônio. Como as mitocôndrias são numerosas, seu estudo ao microscópio ajuda a reconhecer o tipo celular, e a presença delas é um dado usado na análise de tecidos da glândula.
Na prática clínica
- Ao microscópio, o predomínio de células oxífilas pode ocorrer em alguns adenomas da paratireoide e em nódulos da tireoide, e o laudo patológico descreve esse padrão como variante oncocítica.
- O aumento da proporção de células oxífilas na paratireoide com a idade é um achado normal e não indica doença por si só.
- Por seu aspecto rosado e granuloso, as células oxífilas são um exemplo clássico em aulas de histologia para reconhecer a paratireoide entre as demais glândulas endócrinas.
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