Vesícula sináptica
A vesícula sináptica é uma pequena bolsa de membrana, de cerca de 40 nanômetros, que armazena neurotransmissores no terminal pré-sináptico. Ao se fundir com a membrana, libera o conteúdo na fenda sináptica.

Onde fica
As vesículas sinápticas ficam no terminal pré-sináptico, em grande número, de algumas centenas a muitos milhares por terminal, conforme a sinapse, e são vistas ao microscópio eletrônico como pequenas esferas. Um grupo fica ancorado na membrana, nas zonas ativas, pronto para liberar o conteúdo, e outro, a reserva, fica mais atrás no citoplasma, ligado ao citoesqueleto.
São formadas a partir de membrana reciclada do próprio terminal e de proteínas produzidas no corpo celular. Em sua membrana há bombas e transportadores que enchem a vesícula de neurotransmissor, além de proteínas que participam da ancoragem e da fusão, como as sinaptotagminas e as SNAREs. Há também vesículas maiores, de centro denso, que carregam neuropeptídeos.
Para que serve
As vesículas sinápticas concentram o neurotransmissor, que é bombeado para dentro por transportadores movidos por um gradiente de prótons, protegendo-o de enzimas do citoplasma e liberando-o em pacotes de tamanho semelhante, os quanta. Com a entrada de cálcio, as proteínas SNARE promovem a fusão da vesícula com a membrana, na exocitose.
Depois, a membrana é recuperada por endocitose e a vesícula é reconstituída e reabastecida, em ciclo rápido, o que permite manter a transmissão em disparos repetidos. O tipo de neurotransmissor armazenado, como acetilcolina, glutamato, GABA ou monoaminas, determina o efeito da sinapse. A reserva de vesículas influencia por quanto tempo o terminal sustenta a atividade.
Na prática clínica
- A toxina do botulismo e a do tétano clivam proteínas SNARE e impedem a fusão das vesículas, o que explica a paralisia flácida no primeiro caso e, no segundo, os espasmos, pois a toxina atinge neurônios inibitórios da medula espinal.
- O transporte de monoaminas para dentro das vesículas pode ser alterado por certas substâncias e medicamentos, o que mostra a importância do transporte vesicular para a transmissão.
- Alterações de proteínas associadas às vesículas, como a alfa-sinucleína, em doenças neurodegenerativas, e mutações em genes sinápticos, são objeto de pesquisa.
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