Sinapse
A sinapse é o ponto de contato por onde um neurônio transmite sinais a outra célula, que pode ser outro neurônio, uma fibra muscular ou uma célula glandular. Na maioria das vezes, a transmissão é feita por substâncias químicas, os neurotransmissores.

Onde fica
Há sinapses em todo o sistema nervoso, nas ligações entre neurônios e nas terminações que alcançam músculos e glândulas. Em geral, o terminal de um axônio encosta em um dendrito, no corpo celular ou, mais raramente, em outro axônio. Um único neurônio pode receber milhares de sinapses.
A sinapse química tem três partes: o terminal pré-sináptico, cheio de vesículas com neurotransmissor; a fenda sináptica, espaço de poucas dezenas de nanômetros; e a membrana pós-sináptica, com receptores. A sinapse elétrica, menos comum, liga as células por canais diretos, as junções comunicantes, e deixa passar a corrente de uma célula para a outra sem neurotransmissor.
Para que serve
Na sinapse química, o impulso elétrico que chega ao terminal abre canais de cálcio, e a entrada de cálcio faz as vesículas liberarem o neurotransmissor na fenda. A substância se liga a receptores da célula seguinte e abre ou fecha canais de íons, o que pode excitar a célula, como faz o glutamato, ou inibi-la, como faz o GABA. A ação termina quando o neurotransmissor é recaptado, degradado ou se difunde para longe.
Cada neurônio soma centenas ou milhares de sinais excitatórios e inibitórios para decidir se dispara. A força das sinapses muda com o uso, a plasticidade sináptica, mecanismo que se acredita estar na base do aprendizado e da memória.
Na prática clínica
- Doenças como o Parkinson, em que há perda de neurônios que liberam dopamina, e a miastenia grave, em que a transmissão para o músculo é prejudicada, envolvem alterações da transmissão sináptica.
- Muitos medicamentos, como ansiolíticos, antidepressivos e anticonvulsivantes, e também o álcool e outras substâncias, agem alterando a transmissão sináptica.
- Toxinas bacterianas mostram a importância da sinapse: a do botulismo impede a liberação de acetilcolina e causa paralisia, e a do tétano bloqueia a liberação de neurotransmissores inibitórios na medula e causa espasmos musculares.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões

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