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Célula amácrina

A célula amácrina é um interneurônio da retina que não tem axônio verdadeiro. Situada na camada nuclear interna, conecta células bipolares e ganglionares e modula a transmissão do sinal visual antes de sua saída pelo nervo óptico.

Ilustração anatômica: Célula amácrina (Amacrine Cells)
Célula amácrina. Rótulos em inglês. Imagem: explorebiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os corpos das células amácrinas ficam na parte interna da camada nuclear interna da retina e, em menor número, na camada das células ganglionares, onde são chamadas de amácrinas deslocadas. Seus prolongamentos ramificam-se na camada plexiforme interna, onde as células bipolares fazem sinapse com as células ganglionares. O nome vem do grego e significa sem fibra longa, pela ausência de um axônio típico.

Existem dezenas de tipos distintos, diferenciados por forma, extensão dos prolongamentos e neurotransmissor, como GABA, glicina, dopamina ou acetilcolina. É o grupo mais diverso de neurônios da retina.

Para que serve

As células amácrinas atuam lateralmente, em contraste com o fluxo vertical entre fotorreceptores, bipolares e ganglionares. Modulam a resposta das células ganglionares, ajudando a detectar mudanças no tempo, o movimento em certa direção e contrastes. Um tipo conhecido, a amácrina AII, transmite o sinal dos bastonetes para as vias dos cones, o que é importante para a visão com pouca luz. As amácrinas dopaminérgicas ajudam a ajustar a retina ao nível de iluminação. Por tratarem a informação antes de sua saída, contribuem para que o sinal enviado ao encéfalo já seja um conjunto filtrado.

Na prática clínica

  • Doenças que afetam camadas internas da retina, como algumas formas de lesão por isquemia e de glaucoma, podem comprometer circuitos nos quais atuam as células amácrinas.
  • Em estudos de laboratório, a diversidade desses neurônios é um modelo para entender como circuitos locais extraem características da imagem.
  • Na prática oftalmológica, as camadas internas da retina são avaliadas por tomografia de coerência óptica, sem distinguir os tipos celulares.

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