Córtex insular
O córtex insular, ou ínsula, é uma porção do córtex cerebral encoberta no fundo do sulco lateral, protegida pelos lobos frontal, parietal e temporal. Relaciona-se com sensações do corpo, paladar e emoções.

Onde fica
A ínsula fica no interior do sulco lateral (de Sylvius), na profundidade do hemisfério. Para vê-la, é preciso afastar ou retirar as partes dos lobos frontal, parietal e temporal que a cobrem, chamadas opérculos. Sua superfície é marcada por pequenos giros curtos, dispostos a partir de um ponto central.
Profundamente à ínsula, em direção medial, ficam em sequência uma fina lâmina de substância branca (cápsula extrema), o cláustro, a cápsula externa e o núcleo lentiforme. Suas conexões chegam ao tálamo, à amígdala, ao córtex cingulado e às regiões frontais.
Para que serve
A ínsula integra informações do interior do corpo, chamadas viscerais, com aspectos emocionais e cognitivos. A parte posterior recebe sinais de dor, temperatura, coceira, sensações viscerais e de equilíbrio; a parte anterior se relaciona a emoções como nojo e empatia, ao paladar e à consciência do estado do próprio corpo.
Por ligar sensações internas e emoção, a ínsula participa do controle de funções autonômicas, como frequência cardíaca e respiração, e da avaliação do que é importante em determinado momento. Também tem papel no paladar, que é processado em uma área insular e no opérculo vizinho.
Na prática clínica
- Acidentes vasculares cerebrais da artéria cerebral média podem atingir a ínsula e causar alterações de linguagem, sensibilidade, paladar ou do controle autonômico.
- Alterações da atividade da ínsula são estudadas em transtornos de ansiedade, dor crônica e dependências, por sua relação com a percepção das sensações internas.
- Crises epilépticas com origem na ínsula podem causar sensações no abdome ou na garganta, alterações de paladar e outros sintomas, o que às vezes dificulta o diagnóstico.
Estruturas relacionadas
Nesta região
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